O Castelo - Dois Mundos Em Conflito

sábado, 5 de maio de 2018

Lula, O Perseguido ?


Votei no Lula duas vezes. Uma contra Collor de Melo e outra contra José Serra. E votaria de novo se ele não tivesse sucumbido à velha, conhecida e contaminada política que tão bem soube denunciar e se contrapor lá no começo de carreira.
Nunca tive raiva do Lula, e em determinado momento senti até orgulho ao ver como um filho do Brasil, saído das camadas menos favorecidas, da classe trabalhadora, sem educação apurada, se desempenhava diante de outros governantes em eventos mundiais.
Em determinado momento Lula apareceu como o precursor de uma nova ordem na malfadada política brasileira. Aquele que veio do povo com propostas ousadas e inovadoras que alçava o Brasil à condição de uma das mais promissoras democracias deste século.
Lulinha “paz e amor” nos trazia uma nova esperança com as promessas de “ética na política” e “tudo pelo social”.
Mas aí veio o mensalão. Todo seu staff foi denunciado, julgado e condenado por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha. Seus mais leais e próximos colaboradores caíram um a um nas barras dos tribunais. Mas não o Lula.
Ele se safou intacto de todo o processo, e ficamos por entender como seria possível um político com sua liderança e carisma ter seu governo contaminado de forma endêmica pela corrupção, e ele próprio sair ileso.
Não seria razoável supor que dentre estas competências que lhe foram atribuídas como a maior liderança política que este país viu nascer, uma não seria a capacidade de nomear e delegar?
A teoria do “domínio do fato” é uma realidade jurídica aceita em grandes e modernas democracia pelo mundo, e quando um ou vários juízes se convenceram além da dúvida razoável é porque esta realidade se impõe em alto e bom tom.
Chegamos ao petrólão e assim como muitos outros, Lula foi denunciado e condenado. Floresceu na esquerda a conveniente tese de que Lula estava sendo perseguido.
Desde o começo do processo a sua defesa fez uma opção que se mostrou clara. Conduzir processo, em princípio jurídico para o campo de batalha político, onde segundo ela, Lula teria mais chances de vitória.
Nenhum outro político destes que estão sendo denunciados partiu para uma defesa de tal agressividade e magnitude, a tal ponto que não deixou opções a seus denunciantes (PF, MPF e Justiça de primeira e segunda instâncias), a não ser se valer também de ações não convencionais.
O quadro ficou claro. Ou a justiça julgava Lula de acordo com as provas dos autos ou Lula destruiria o sistema judiciário brasileiro. Lula, definido por muitos analistas como “animal político” partiu com tudo para a guerra declarada, envolvendo mídia nacional e internacional, intelectuais, artistas e juristas de orientação de esquerda, e a já conhecida militância formada pelas ONGS e Movimentos Sociais, geralmente mobilizados a baixo custo para as campanhas e manifestações populares.
Lula foi finalmente condenado e preso, para seus aliados de forma mais célere que a de muitos outros réus que optaram pela sua defesa jurídica.
Na verdade, esta suposta celeridade se deveu ao fato de que uma vez desafiado publicamente, o sistema de justiça se viu obrigado a agir com mais presteza e determinação já que este caso é emblemático.
Lula foi preso e o prenunciado dia “D” não chegou, e a partir desta prisão ficou claro para muitos políticos corruptos que ninguém está acima da lei.
Lula nunca foi um perseguido e muito menos é um preso político ao contrário. A justiça tradicional e morosa que conhecemos foi até muito benevolente com ele. Não fosse a nova face da justiça, mais eficaz e célere estaria ele a caminho de mais uma eleição, trazendo consigo todos os vícios e práticas deploráveis que ganharam folego em seus governos anteriores.
O papel da justiça está sendo feito. Caberá a nós, povo brasileiro fazer nossa parte nas próximas eleições.

João Drummond

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Suprema Insegurança Jurídica

  • Nós sabemos que as divergências no STF são normais e previsíveis, e é bom que assim seja, já que se pressupõe que toda unanimidade é burra. O problema é que, no atual momento histórico é evidente que existe uma manipulação politica de sua atuação que o arrasta para o epicentro desta crise sem fim que agoniza o Brasil. Como se confiar num tribunal que, dependendo da turma que julga uma causa os resultados possam ser diametralmente opostos? Como se admitir que um advogado do réu possa manobrar as causas de forma que sua apreciação recaia sobre este ou aquele ministro ou turma, como forma de se obter resultados que mais lhe interessem? A constituição que todos juraram defender não é a mesma e única? Não é possível se admitir, como temos visto, que ministros interpretem seus artigos e incisos, hoje de uma forma e amanhã de outra, ao sabor do gosto e desgosto da clientela.
  • Advogados e seus réus estão apostando em manobras muito estranhas, que, com o impedimento ou ausência de um ou outro ministro se obtenha um resultado provisório e diferente do anterior, de acordo com as visões e convicções dos senhores ministros. O mais estranho é que parece que os ministros não estão mais julgando por convicções mas por interesses e motivações pessoais. Tendo sidos indicados por presidentes ou ex-presidentes, em sua maioria afastados, condenados ou sob investigações, a forma destas indicações ficou extremamente questionáveis pela fragilidade do processo. A indicação de um presidente e a sabatina de uma câmara, ambos comprometidos até os ossos com questões de interesse próprio, para um ministro que será o guardião mor da constituição, e que terá a palavra final em questões jurídicas, gera um extrema desconfiança e uma colossal insegurança jurídica. Estes ministros não passaram por nenhum processo que lhes ateste o inquestionável saber jurídico e a ilibada moral que o cargo exige. Não foram votados também, sendo desprovidos pois de representação popular própria de um mandato democrático. Nas sessões transmitidas ao vivo brigam, entre si, ofendem-se uns aos outros e à outras instancias da justiça, fazem gestões politicas e manobras jurídicas que estão longe de parecer ações seguras e serenas que seriam adequadas a um tribunal máximo da magistratura. Por isto tudo vão perdendo a confiabilidade que lhes seria necessária para pacificar questões jurídicas graves, dando a gregos e troianos o direito de duvidar e questionar quaisquer de sua decisões colegiadas ou monocráticas. Ou seja, o martelo máximo da justiça perdeu sua eficácia. Não consegue dar em nenhuma causa, uma ultima, definitiva e suprema martelada.


domingo, 4 de março de 2018

Síria. Uma Guerra que desafia nossa humanidade



Quando a gente vasculha as redes sociais em nossa avidez por notícias, fatos e imagens que nos aliviem de nossa miserável solidão, nos deparamos com imagens chocantes da guerra da Síria, dentre outras.
Fugimos de algumas destas imagens, tentamos nos iludir, imaginando de que algumas podem ser produto de manipulação ou photoshop, mas não adianta, estas notícias estão ali a desafiar nossa já frágil noção de humanidade.
Tentamos ser duros, distantes, insensíveis, realistas, mas nada nos alivia desta sensação de descrença e impotência que nos persegue mesmo na comodidade de nosso bunker emocional.
Aquela batalha na Síria, e isto fica claro em nossos pesadelos noturnos, está sendo travada não só lá no oriente, mas no amago de nossa consciência.
No mundo acontecem outras batalhas tão graves e intensas, mas as que mais nos afetam e nos deixam paralisados e sem respostas são as que tem seu registro em imagens trágicas de crianças mutiladas e mortas.
O tema é pesado, incômodo, chocante, mas afinal, (pensamos em nossas trincheiras psicológicas), a guerra acontece bem longe de nossa realidade cotidiana, e por razões que não cabem a nos leigos e mortais comuns entender e muito menos explicar.
Mas isto não ameniza nossa sensação de culpa, porque é claro que todos nós a carregamos ao compactuar e compormos como seres sociais da grande aldeia global que permite e/ou assiste esta bestialidade em extremo grau de isenção e distanciamento.
Podemos fazer algo a respeito como sociedade ou indivíduos? Podemos de alguma forma, com nossos recursos, talentos e conhecimentos agirmos para interromper ou amenizar aquela barbárie?
Sem querer entrar em seus méritos sobre geopolítica ou economia mundial nos perguntamos qual a mínima ação que nos resta como resposta possível, factível e não utópica para contribuir com o fim do genocídio e para a busca da estabilidade daquela e de outras conturbadas regiões do globo terrestre?
Sabemos que muitas pessoas e entidades já estão empenhadas nisto, mas o esforço de paz não tem sido suficiente. O que me motivou a escrever este texto foi um post que vi, curti e compartilhei nas redes sociais e que replicarei a seguir tantas vezes que aquela voz que grita dentro de mim se acalme.
É pouco, eu sei, mas pode ser, a gota d’agua que sacie a minha sede de justiça e paz, e de quem mais se somar comigo neste oceano de indignação. Nossa humanidade em derrocada clama por socorro. A GUERRA DA SIRIA TEM QUE CESSAR JÁ.

João Drummond

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Rio de Janeiro - Doença – Diagnóstico – Remédios



O Rio de Janeiro é meu estado natal. Saí de lá ainda criança para morar em Minas e hoje me considero mais mineiro que carioca.
Brasília, como sabemos, é a capital do Brasil, mas assim como São Paulo é considerada sua capital financeira, ao Rio de Janeiro pode ser atribuída a condição de capital cultural.
O Rio sempre foi um dos nossos motivos de orgulho, pela sua condição de sala de entrada do Brasil, ou a menina dos olhos dos brasileiros. Isto em grande parte pela sua magnifica topografia e pelo jeito de ser dos cariocas, povo descontraído e de bem com a vida.
É com pesar e preocupação que vemos hoje a situação que chegou sua estrutura política, administrativa e social eclodindo num estado de violência e descontrole.
Comparando o Rio a um organismo vivo, diríamos que ele contraiu uma doença gravíssima em estágio de metástase. Um cancro maligno.
Em definição clássica metástase e quando câncer se espalha além do local onde começou (sítio primário) para outras partes do corpo. A metástase pode ocorrer quando as células cancerosas viajam através da corrente sanguínea ou dos vasos linfáticos para outras áreas do corpo.
Qualquer tecido, seja orgânico ou social, quando atinge esta condição, exige o concurso de remédios e tratamentos que variam em nível de intensidade e agressividade.
Em medicina a cirurgia é considerada a intervenção mais agressiva e é adotada concomitantemente a outros tratamentos, como quimioterapia e radiologia, além é claro das dietas que facilitem ao tratamento e ajudem na recuperação do paciente.
Ou seja, os ataques a uma grave doença consideram intervenções e ações de curto, médio e longo prazo.
Há muita polemica sobre a necessidade e oportunidade de intervenção na segurança pública no Rio. Neste quesito até mesmo especialistas divergem. Uma coisa podemos afirmar com certa segurança: só a intervenção não resolve nada e pode até piorar as coisas. 
Podemos comparar grosso modo a intervenção com uma cirurgia de emergência para atacar a doença imediatamente, e dar ao paciente um pouco de segurança, tranquilidade e esperança.
Mas é preciso se aprofundar nas ações em qualidade e intensidade. Ações de curto prazo podem agir de forma rápida, de maneira que o paciente se sinta fortalecido o suficiente para contribuir com sua própria melhoria ou cura relativa.
É preciso saber como a população do Rio se sente com relação a esta intervenção e de que maneira ela o afeta no dia a dia. 
É muito cômodo se sentar de camarote e desfiar um rosário de prós e contras quando não se vive a realidade que este cidadão vive.
Sair de casa de manhã para ir para o trabalho ou escola, fazer compras, tocar enfim seu dia a dia, pode ser fator de stress e perigo para este cidadão, coadjuvante privilegiado da trama.
Nas ações de médio e longo prazo os diagnósticos devem considerar os fatores que levaram o Rio a chegar a este ponto. Onde falhou o poder público tanto no aspecto da corrupção quanto no da incompetência para gerir a coisa pública, como fatores preponderantes que levaram a derrocada um Estado com tantas riquezas naturais, turísticas e financeiras.
Estes diagnósticos se tornam vitais quanto se pressupõem que a doença que acometeu o Rio pode gerar novas vítimas entre outros Estados da federação.
O Estado do Rio foi devastado por políticas públicas que combinaram incompetência e desonestidade no mais alto nível. 
A corrupção nos órgãos públicos é equivalente a um cancro que se espalhou pelas instituições e corporações de forma avassaladora, de tal modo que os seus próprios governos, tanto municipal quanto estadual se consideram incapazes de levar adiante a gestão pública do Estado e da cidade com o mesmo nome.
Funcionários públicos (dentre estes, policiais) sem receber salários, agentes das forças de segurança enfronhados até dos ossos com atividades criminosas em associações ilícitas, câmaras de vereadores e de deputados comprometidas com práticas criminosas.
Se esta intervenção no Rio estiver contaminada por motivação apenas política e não for seguida de ações de inteligência de médio e longo prazo, aí sim veremos o inferno do cão aflorar com toda força não só no Rio, mas em outros estados da federação.
Que este governo que aí está, bem ou mal, como resultado de uma destas alianças espúrias em nome da governabilidade, se dê conta da responsabilidade que tem neste momento grave. Não pode deixar um País até então promissor se transformar no Estado da Barbárie. Permita Deus que não.

João Drummond




segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

A Esquerda Envelheceu?




A Esquerda brasileira envelheceu? Será impressão nossa ou se tornou numa velha histriônica, neurótica, mal-humorada? E pergunto isto com certo pesar. Para mim, ela sempre representou a força renovadora da política, capaz de pressionar as lojas maçônicas do capital e da política conservadora e fazer mover a força obscura e pantanosa do seu status quo, (a direita com sua energia subterrânea e sinistra merece um artigo a parte, em outra oportunidade).
A esquerda perdeu seu antigo viço que não foi compensado pela natural sabedoria que convém aos senhores e senhoras.  
Hoje ela pode ser vista por aí bradando velhos chavões e brandindo ultrapassadas bandeiras. Não tem uma proposta concreta de mudança para a sociedade, presa que ficou numa defesa birrenta de sua liderança icônica e episcopal.
Parece muito uma igreja medieval, saturada de bispos e cardeais que vivem na opulência do capitalismo mais selvagem, enquanto dizem amem ao seu comando papal.
Suas hostes campais que tem como maior representante o MST, circulam a procura de terra produtivas e improdutivas para ocuparem como gafanhotos, enquanto se mantem em espera eterna, pelo próximo protesto, onde servirão de massa de manobra.
Nem de longe lembram as lutas do campo por maiores direitos e melhores condições de vida e trabalho. Muitos inclusive deixam seus pequenos latifúndios e negócios em mãos familiares para se lançarem na campanha “pão com mortadela”.
Nas escolas e faculdades esta esquerda encontrou o habitat perfeito entre jovens da geração Nem-Nem, (nem estudam, nem trabalham). Passam o seu tempo entre cervejas e baseados acenando as imagens de Fidel e Guevara, sem se preocupar com suas futuras profissões e sua cota produtiva para a sociedade.
Envolvida em denúncias de falcatruas e corrupção, a esquerda tem a seu serviço, intelectuais que passam um bom tempo queimando suas massas cinzentas, esboçando teorias e teses que expliquem e justifiquem estes desvios de conduta.
Na internet seus jornalistas e blogueiros tem como papel disseminar notícias e informações nem sempre tão confiáveis, na verdade tantas mentiras como é praxe da direita, enquanto gritam de forma histérica contra golpes, e a favor de mais democracia e legalidade. Aliás democracia e legalidade que geralmente desprezam já que aceitam apenas os resultados que lhes convém.
Nas redes sociais seus adeptos reagem intransigentes a quaisquer críticas, e partem para uma defesa do impossível com teorias que só podem ser compreendidas a luz da sua paixão pela sigla e ideologia.
A imprensa conservadora é sua inimiga mortal até que precisem dela para suas campanhas eleitorais. A justiça que compreendem tem duas faces: a que pune exemplarmente seus adversários e a que conspira quando age contra seus adeptos.
Uma tese interessante prospera na esquerda: se uma pessoa confessadamente de direita fizer algum comentário que lhe seja favorável passam a divulgá-lo de forma vigorosa como prova de remissão do golpista.
Se esta pessoa então passar a apoiar abertamente suas teses, mesmo que por interesse, recebe um bônus celestial que a redime de crimes pretéritos e futuros, já que para a esquerda, crimes comedidos pela causa são sempre bem-vindos e justificáveis.
Não é por outra que a Esquerda brasileira vem acumulando derrotas sobre derrotas enquanto age com os olhos num passado glorioso, mas sem a inteligência necessária para sintetizar estas experiências e transformá-las em algo útil para uma sociedade que clama por justiça social e direitos mais que merecidos.
Esta é a Esquerda com matizes e tiques da Direita que tanto combatem, mas que sem perceber, ao olhar para o espelho veem a si próprios como o inimigo oculto e destrutivo.


João Drummond


sábado, 3 de fevereiro de 2018

Investigado, Lula perde o apoio entre intelectuais de esquerda no País

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sofre uma nova leva de desencanto entre intelectuais e jornalistas da esquerda com as acusações de delatores da Odebrecht, como a de que a empreiteira lhe destinou um saldo de R$ 40 milhões de propina.
Há quem mantenha os comentários em grupos reservados, admitindo que a defesa de Lula arrefeceu, mas opinando que ele ainda tem um caminho a percorrer na defesa de direitos do povo.
Mas há quem manifeste publicamente a frustração. O linguista americano Noam Chomsky também teria feito críticas à esquerda latino-americana e especificamente à brasileira.
“É simplesmente doloroso ver que o Partido dos Trabalhadores no Brasil ‘que implantou medidas significativas’ simplesmente não pôde manter as mãos fora da caixa registradora. Juntaram-se à elite extremamente corrupta”, afirmou, ao programa “Democracy Now”.
Delatores da Odebrecht disseram que a empresa pagou mesadas ao irmão do ex-presidente, ajudou o seu filho a impulsionar a carreira e reformou um sítio como presente ao ex-presidente, entre outras menções.
O ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, disse que foi aberta uma conta para “atender demandas que viessem de Lula” a pedido de Antônio Palocci, . Inicialmente, falou em R$ 35 milhões. Depois, em R$ 40 milhões.
O site “The Intercept Brasil”, co-fundado pelo jornalista Glenn Greenwald, escreveu um texto intitulado de “O amigo de 35 milhões”.
Nele, diz que as acusações são graves “a ponto de, eventualmente, impedir sua candidatura à Presidência no ano que vem, caso seja condenado pelo juiz Sergio Moro e tenha a sentença confirmada em segunda instância”.
A assessoria do ex-presidente afirma que ele desconhece a conta com milhões de reais que teria sido aberta para seu uso. Segundo a assessoria de Lula, os depoimentos “estão sendo manipulados para falsificar a história do governo Lula”.
No mensalão, alianças com empresários e concessões políticas em troca de governabilidade fizeram fundadores do PT deixarem a sigla. Desta vez, a alegada contradição entre discurso e prática foi a gota d’água.
Alguns dizem conhecer o ex-presidente e afirmam nunca tê-lo visto levar vantagem pessoal, embora vejam envolvimento entre os negócios do Estado e empresas.



Investigado, Lula perde apoio entre intelectuais de esquerda.